Colheita precoce dá início à safra 2021 de azeites na Serra da Mantiqueira

Fato foi isolado, mas a previsão é de que outros olivais também tenham a maturação antecipada

Precocidade não deve interferir na produtividade – Divulgação EPAMIG

(Belo Horizonte 24/11/2020) – A Fazenda Santa Helena em Maria da Fé (MG) colheu no final da última semana (19 a 21 de novembro), as azeitonas da safra 2021. O processo foi acompanhado pelo coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), Luiz Fernando de Oliveira, que explica o fato. “Este ano tivemos um frio um pouco mais intenso e um mês de setembro com mais calor e seco e isso adiantou o processo de desenvolvimento e maturação dos frutos”.

De acordo com o pesquisador este foi um caso isolado, mas a perspectiva é de que a safra 2021 da Serra da Mantiqueira seja colhida antes do período tradicional, que tem o pico entre os meses de fevereiro e março. “Geralmente, a colheita inicia-se no final de janeiro, em regiões de menor altitude, e estende-se até início de abril, em regiões mais altas. Essa colheita que tivemos no fim de semana foi de uma única produtora, a Rosana Chiavassa. Mas, em comparação aos anos anteriores, devemos ter uma antecipação. com muitos outros produtores colhendo seus frutos antes da virada do ano”, avalia.

No caso específico desta propriedade, que é responsável pelo azeite da marca Monasto, a produção deve ser menor que a registrada na safra anterior. “Isto não se deve ao fato da antecipação e sim pela carga produtiva da safra passada, onde houve uma excelente produção, mais de 20 toneladas de azeitonas”, revela Luiz Fernando, que acrescenta. “Ainda é cedo para falarmos sobre expectativas para a safra 2021, mas acredita-se que será maior que a anterior, na qual produzimos cerca de 50 mil litros de azeite”.

Colheita de azeitona na Serra da Mantiqueira deve ser antecipada – Foto Divulgação EPAMIG

A EPAMIG realizará testes e avaliações sensoriais nos azeites resultantes desta colheita precoce, para detectar se haverá alguma característica diferenciada no produto final. “Pude acompanhar a colheita e a extração e estamos também realizando análises aqui em nosso laboratório. Observamos que os frutos estão bem desenvolvidos e com bom rendimento de azeite. Além disso, encontram-se sadios, sem doenças ou ataques de pragas, resultando, possivelmente, em um bom azeite”, projeta o coordenador.

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