EPAMIG avalia alternativas de controle biológico para o combate de pragas na cafeicultura

(Viçosa, 24/4/2020) O controle biológico é um método de combater pragas agrícolas por meio da utilização de seus inimigos naturais, que podem ser insetos predadores, parasitoides ou microorganismos. A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) estuda estratégias diversificadas de manejo para o controle de pragas em diferentes culturas, dentre elas o café.

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Uma das formas avaliadas é o controle biológico conservativo, que utiliza plantas espontâneas (não cultivadas) na atração dos inimigos naturais. “A técnica consiste em usar plantas preferencialmente nativas para fornecer pólen, néctar, abrigo, enfim, tudo que é necessário para aumentar as populações desses inimigos naturais”, destaca a coordenadora do Programa de Pesquisa em Agroecologia da EPAMIG Madelaine Venzon.

Pesquisas realizadas no município de Araponga, na Zona da Mata Mineira, avaliam o plantio consorciado de café com plantas que possuem nectários extraflorais (estruturas produtoras de néctar que não estão diretamente relacionadas à polinização), como o ingá. O estudo orientado por Madelaine, indica que, próximas às árvores de ingá, as plantas de café são mais protegidas contra o ataque de pragas como broca e bicho mineiro.

27.10.14 - Vespa predadora - crédito Madelaine Venzon
Néctar produzido pelo ingá atrai inimigos naturais das pragas – Foto: Madelaine Venzon

“Os resultados na Zona da Mata têm sido bastante promissores. Na região, utilizamos um espaçamento médio 20 metros, e agora estamos realizando testes em outras regiões como o Cerrado Mineiro”, explica a pesquisadora, que completa“A importância da pesquisa está em demonstrar que os nectários extraflorais de uma planta podem proteger também as plantas vizinhas”.

O uso de insetos e fungos no combate a pragas também é avaliado. Trabalhos realizados na Zona da Mata com predadores como formigas, vespas, parasitoides e fungos têm se mostrado eficazes para o combate do bicho mineiro e da broca do café.

Madelaine esclarece que em algumas situações o controle biológico precisa ser combinado com o químico. “Especialmente, em áreas de monocultura. Entretanto em culturas como cana-de-açúcar e soja, os resultados do uso exclusivo de controle biológico têm sido bastante favoráveis”, informa.

A EPAMIG lançou, no último ano, edição do Informe Agropecuário sobre Tecnologias para o manejo sustentável de pragas e doenças. Além disso, publicações gratuitas estão disponíveis para download no site da Empresa.

 

 

 

4 comentários sobre “EPAMIG avalia alternativas de controle biológico para o combate de pragas na cafeicultura

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