Produção de flores e plantas ornamentais receberá incentivos federais em 2020

EPAMIG pretende buscar aprovação de projetos para difusão de tecnologias em floricultura

(Belo Horizonte – 2/1/2020) A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou um projeto de lei que cria a Política Nacional de Incentivo à Cultura de Flores e de Plantas Ornamentais de Qualidade. O Projeto de Lei, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo, quer estimular a produção e a comercialização desses produtos no Brasil e no exterior. O texto seguiu para o Plenário.

A nova política terá como diretrizes a sustentabilidade econômica e socioambiental da atividade, bem como o aproveitamento da diversidade cultural, ambiental, de solos e de climas do país. O projeto também pretende se adequar às peculiaridades e diversidades de cada região do Brasil. O texto estabelece que as ações serão articuladas entre os entes públicos federais, estaduais e municipais e o setor privado.

A notícia agradou os pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG). Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Pesquisa (PEP) em Floricultura, Simone Reis, esse é um momento muito importante para os envolvidos no setor, uma vez que o projeto prevê apoio a todos os elos da cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais.

“A floricultura já mostrou sua força e potencial de crescimento nos últimos anos. Podemos perceber que o poder público está procurando conhecer e apoiar ainda mais essa atividade”, destaca Simone.

Plantação de crisântemos. Foto: Divulgação

O PEP de Floricultura concentra suas atividades no Campo Experimental Risoleta Neves, no município de São João del-Rei, região Sul de Minas Gerais. No local são desenvolvidas pesquisas com rosas, a flor mais cultivada e comercializada do mundo; copo-de-leite; espécies tropicais, como bastão do imperador, antúrio e sorvetão; palma-de-santa-rita e flores comestíveis.

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Ainda de acordo com Simone, a floricultura pode ser explorada em todo território mineiro. Além de se adequar à agricultura familiar, a atividade pode promover a diversificação e o aumento de renda em propriedades já ocupadas por outras culturas. 

“Acreditamos que com a aprovação da lei de incentivo a floricultura as instituições de pesquisa poderão ser beneficiadas por meio de editais específicos para atender as demandas do setor. Assim que as oportunidades surgirem a EPAMIG vai buscar a aprovação de projetos para difusão de tecnologias”, conclui a pesquisadora.

EPAMIG vai avançar em pesquisas com flores comestíveis em 2020

Você sabia que é possível incorporar flores em nossas refeições diárias e deixá-las bem mais saborosas e saudáveis? Nesse sentido, neste ano a EPAMIG quer avançar ainda mais em pesquisas com flores comestíveis.

Prato com flores comestíveis. Foto Divulgação EPAMIG

Para 2020, a equipe do Campo Experimental Risoleta Neves pretende dar continuidade ao projeto de produção agroecológica de flores comestíveis. Outro projeto, que será iniciado em breve, enxerga a floricultura como opção de diversificação e aumento de renda para cafeicultores na região do Campo das Vertentes.

Também, a EPAMIG apoiará a realização do 1º Encontro Regional Sudeste de Floricultura e Plantas Ornamentais, que acontecerá em março de 2020 na Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Cultivo de flores com sustentabilidade econômica e socioambiental

A preocupação com a sustentabilidade já é uma realidade no mercado da floricultura. As pesquisas desenvolvidas pela EPAMIG são voltadas para atender esse aspecto cada vez mais demandado pelos consumidores.

A fim de obter flores de qualidade, a EPAMIG pesquisa maneiras de promover a nutrição equilibrada das plantas, de modo a reduzir o uso de adubos químicos e utilizar produtos alternativos para fornecer todos os nutrientes necessários.

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Para o controle de pragas, a empresa já obteve resultados promissores com o uso de plantas com flores para conservação e aumento da população de inimigos naturais de roseiras.

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Já com relação às flores comestíveis, a população precisa ser bem orientada quanto às espécies que podem ser ingeridas, pois várias plantas possuem flores tóxicas. A EPAMIG publicou uma cartilha para identificação das espécies de flores que podemos usar na alimentação humana. O download é gratuito (clique aqui).

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Com informações da Agência Senado

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