Pesquisadores da EPAMIG são homenageados no 45º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras

Evento que homenageou seis pesquisadores da empresa discutiu e transferiu tecnologias para o setor cafeeiro

São pesquisadores da EPAMIG (da esquerda para a direita): Elifas Alcântara (primeiro) e Paulo Gontijo (terceiro). Foto: Luiz Valeriano

(Belo Horizonte – 05/11/2019) Seis pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) foram homenageados no 45º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras. O evento ocorreu nos últimos dias 31 de outubro e 1 de novembro, em Poços de Caldas (MG), e reuniu equipes de diversas instituições do país para discutir e transferir tecnologias para o setor cafeeiro.

No primeiro dia de evento, os pesquisadores da EPAMIG Sul, Antônio Alves Pereira (Tonico) e Sara Chalfoun, receberam uma placa em reconhecimento a todo trabalho de pesquisa e difusão cafeeira ao longo de suas carreiras. Já no segundo dia, os pesquisadores Paulo Rebelles, Julio César, Elifas Alcântara e Paulo Gontijo, também da EPAMIG Sul, foram agraciados com a medalha de mérito cafeeiro, uma das premiações mais importantes do evento.

A EPAMIG possui uma longa tradição em pesquisas com café. Desde a década de 1970, a empresa está atenta ao ciclo produtivo da planta, desde o preparo do solo e a indicação de cultivares selecionadas até os cuidados pós-colheita, influenciando na produtividade, qualidade e agregação de valor ao produto final. O programa de melhoramento genético conduzido pela EPAMIG, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Café), e pelas universidades federais de Lavras e Viçosa, registrou 17 cultivares de café adaptadas às condições de clima e solo do estado e novos materiais estão em desenvolvimento. 

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Além disso, o Banco de Germoplasma de Café da EPAMIG, localizado em Patrocínio (Alto Paranaíba), é um dos maiores do Brasil, com mais de 1,5 mil materiais catalogados. O acervo garante a continuidade do programa de melhoramento genético do cafeeiro e a evolução da cafeicultura nacional, além de permitir a pesquisa e o desenvolvimento de plantas resistentes a pragas e doenças, mais produtivas e compatíveis às condições de clima e solo da região. 

De acordo com os organizadores do 45º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, a edição deste ano é histórica. Por esse motivo, foi organizada uma exposição sobre o evento com os resultados obtidos ao longo de anos de trabalho. No período de 45 anos, já são mais de dez mil trabalhos publicados. Para completar, no último dia de congresso foi realizado um Dia de Campo com demonstração de resultados de pesquisas atuais. O público presenciou industrialização de cafés em cápsulas, aplicação de boro granulado e herbicida com triciclos, pulverização com drone, colheita com máquina em área montanhosa e novas variedades de café.

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Ainda de acordo com os organizadores, o congresso obteve os resultados esperados, com mais de 700 participantes. O evento foi uma promoção da Fundação Procafé; do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café; da Secretaria de Estado de Agricultura de Minas Gerais (Seapa), da Universidade de Uberaba (Uniube) e da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

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Com informações da Assessoria de Comunicação da Fundação Procafé

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