EPAMIG realiza encontro para apresentação de tecnologias na Cidade Administrativa de Minas Gerais

Encontro foi marcado por discursos de valorização da pesquisa e por mostras de projetos de inovação para o futuro

Foto: Erasmo Pereira. ASCOM | EPAMIG

(Belo Horizonte – 14/8/2019) A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), promoveu na manhã dessa quarta-feira (14), na sede do Governo de Minas, uma apresentação de seus programas de pesquisa. O encontro foi finalizado com uma degustação de produtos desenvolvidos com tecnologias da própria empresa, como queijos, azeite, soja, vinho e o recém-lançado espumante Nature.

O evento, uma iniciativa do Departamento de Pesquisa (DPPE), contou com a participação de representantes de Secretarias do Governo de Minas e de órgãos públicos ligados ao desenvolvimento do estado, além da diretoria e dos pesquisadores da EPAMIG. No encontro, um representante de cada um dos doze Programas Estaduais de Pesquisa (PEPs) teve a oportunidade de apresentar as principais tecnologias desenvolvidas pela EPAMIG e de mostrar projetos de inovação para o futuro.

Durante a abertura, a presidente da EPAMIG, Nilda de Fátima Ferreira Soares, reiterou a importância de encontros como esse para tornar os trabalhos da EPAMIG cada vez mais conhecidos. Em seguida, a secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Valentini, reiterou que países desenvolvidos são aqueles com investimentos em pesquisas. A secretária endossou o discurso de Nilda e deixou uma palavra de incentivo para os presentes. “Em meio à situação difícil das contas do estado, temos que ser mais criativos e continuar os trabalhos sem desânimo, mesmo que não seja fácil e apesar das dificuldades”, declarou Ana.

Nesse sentido, Nilda concluiu a sua fala com destaque aos processos de inovação. De acordo com a presidente, esses processos são os principais responsáveis pelo desenvolvimento de uma nação. Nesse sentido, Nilda se dirigiu aos gestores representantes do Governo para dizer que, apesar de todas as dificuldades financeiras, é preciso priorizar as pesquisas.

“Um país desenvolvido não vive apenas de suas commodities, mas também de inovação. Se nós abrirmos mão de aplicarmos nossos recursos em pesquisas, em curtíssimo prazo vamos ver as consequências ruins que isso vai nos trazer”, afirmou Nilda com destaque para a necessidade de fazer chegar até o lar dos mineiros os resultados de pesquisas obtidos pela EPAMIG.

O evento marcou as comemorações de aniversário da EPAMIG, que no último dia 6 de agosto completou 45 anos de serviços em Minas Gerais. Confira, a seguir, os melhores momentos das falas de pesquisadores sobre os Programas de Pesquisas da empresa.

Pesquisadores da EPAMIG vêm a Belo Horizonte para falar de resultados e inovações

A rodada de apresentações dos Programas Estaduais de Pesquisa (PEPs) começou com a fala do pesquisador em olivicultura, Luiz Fernando de Oliveira. O pesquisador recordou que em 2008 a EPAMIG foi responsável pela extração do primeiro azeite de oliva do Brasil, no município mineiro de Maria da Fé, região Sul do estado. Ao trazer números sobre a indústria de azeite no país, Luiz relembrou que o Brasil importou no último ano 80 milhões de litros do produto. Com uma força de produção de cerca de um milhão de plantas, o pesquisador enfatizou a baixa capacidade de produção de azeite em território nacional que, na última safra, foi de 80 mil litros. “Temos, por isso, um grande espaço para ser trabalhado no Brasil”, destacou Luiz.

Por sua vez, o coordenador do Programa de Leite e Derivados da EPAMIG, Junio César de Paula, falou das tecnologias por trás de uma das bebidas mais consumidas no mundo, o leite. Junio deu destaque para estudos da EPAMIG-Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT) em conservação de leite humano. Para o pesquisador, o problema atual consiste nos modos de conservação do produto, mas afirmou que as pesquisas em prol desse objetivo já estão com bons resultados e, em breve, boas notícias virão.

O pesquisador do Programa de grandes culturas, Maurício Coelho, falou dos projetos de biofortificação de nutrientes em grãos. Já o pesquisador do Programa de bovinocultura, Daniel Sobreira, enfatizou a necessidade de estudos sobre a redução de parasitas nos rebanhos do estado, uma vez que Minas deixa de entregar 500 milhões de litros de leite todos os anos devido a doenças com carrapatos.

A pesquisadora em floricultura, Simone Reis, destacou que Minas Gerais ocupa o segundo lugar nacional na produção de flores e plantas ornamentais. Nesse sentido, Simone falou das pesquisas da EPAMIG em controle de pragas com o auxílio de flores e destacou as pesquisas de produção de flores comestíveis, cada vez mais presentes nas mesas dos mineiros.

Em seguida, a pesquisadora do Programa de cafeicultura, Sônia Salgado, falou das pesquisas de melhoramento de café, já tradicionais na EPAMIG, em um estado líder nacional na produção cafeeira. Após, a pesquisadora em piscicultura, Elizabeth Cardoso, explanou sobre como a produção de tilápias se transforma cada vez mais em alternativa de renda viável para os mineiros. “A piscicultura está em alta, tanto na versão tanque-rede quanto nos sistemas de fluxo contínuo”, destacou.

A pesquisadora Madelaine Venzon, do Programa de agroecologia, falou sobre o manejo agroecológico de pragas. De acordo com Madelaine, a resistência de pragas é um problema sério o manejo agroecológico não é apenas uma alternativa, mas uma necessidade. “Temos demandas grandes para inovar e diversificar os métodos de controle existentes hoje”, afirmou Madelaine.

A pesquisadora do Programa em Olericultura, Marinalva Pedrosa, destacou que Minas ocupa o segundo lugar nacional no ranking de produção de hortaliças. Para Marinalva, em cada canto do estado existe um pequeno ou médio produtor à espera de resultados de pesquisas para aumento da produção e melhoria da renda. Por sua vez, a pesquisadora em fruticultura, Maria Geralda Rodrigues, enfatizou que o comércio de frutas movimenta só em Minas mais de dois bilhões de reais por ano. Maria Geralda também reforçou que as pesquisas na área são importantes para o desenvolvimento do estado.

A enóloga da EPAMIG, Isabela Peregrino, relembrou que por meio da tecnologia de dupla poda, desenvolvida pela empresa, é possível produzir vinhos finos de inverno no Sul de Minas premiados internacionalmente. Isabela ainda deu destaque para as ações do Programa de Pesquisa em vitivinicultura que hoje produz as próprias mudas enxertadas de videiras, além de já ter desenvolvido dois clones da uva bordô, usadas em vinhos do tipo “garrafão”.  

Por fim, o pesquisador do Programa de meio ambiente, Fúlvio Rodriguez, falou sobre o sistema Indicadores de Sustentabilidade em Agrossistemas (ISA). O Sistema tem auxiliado técnicos e proprietários na elaboração diagnósticos sobre a situação de propriedades rurais em todo o estado de Minas Gerais.

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