Dias de Campo apresentam cultivares de café em teste para o Cerrado Mineiro

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Proposta é selecionar cultivares de café que serão recomendadas para as diferentes microrregiões do Cerrado Mineiro – Foto Erasmo Pereira

(Patrocínio, 30/5/2019) Na última semana (20 a 25 de maio) equipes da EPAMIG, da Embrapa Café, da Fundaccer, da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, percorreram seis cidades polo da Região do Cerrado Mineiro, com a Rodada Integra Cerrado Mineiro e os Dias de Campo do Projeto Unidades Demonstrativas de Cultivares de Café.

Os dias de campo, realizados nos municípios de Patrocínio, Monte Carmelo, Araguari, São Gotardo, Carmo do Paranaíba, e Araxá, reuniram  cerca de 600 participantes. O projeto Unidades Demonstrativas de Cultivares, financiado pelo Consórcio Pesquisa Café, é o maior programa de difusão de cultivares de café, em campo do Brasil e, até aqui, conta com um investimento de mais de R$1,2 milhão.

Ao todo são 26 campos experimentais, instalados em 12 municípios e avaliando 12 variedades de café. Neste ano, que marca a primeira colheita das unidades, estão sendo avaliados o desenvolvimento inicial, produtividade, ciclo de maturação, a qualidade de bebida, resistência a pragas e doenças, entre outras variáveis.

As unidades trazem uma boa representatividade do terroir Cerrado Mineiro, já que estão localizadas em diferentes microclimas e em altitudes que variam  entre 870 e 1.200 metros. Existem lavouras em condições de sequeiro e irrigadas, tanto por pivô central, como por gotejo. O espaçamento e a condução da lavoura são os mesmos já adotados pelo cafeicultor. Durante os dias de campo os proprietários de cada unidade apresentaram aos participantes os tratos culturais que foram utilizados.

O pesquisador da EPAMIG Gladyston Carvalho avalia positivamente o formato adotado. “Conseguimos superar a nossa expectativa, tanto em número de participantes, quanto na qualidade técnica. O nível das discussões foi altíssimo, o modelo funcionou muito bem, com grande adesão dos produtores. Esse sem dúvida é o maior projeto de transferência de tecnologia no âmbito das cultivares e beneficia toda a Região”, garante.

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No total, os seis dias de campo reuniram cerca de 600 participantes – Foto: Erasmo Pereira

Diogo Tudela, da Fazenda Castelhana em Monte Carmelo, explica porque se dispôs a participar do projeto. “A pesquisa é a grande vantagem competitiva que nós temos. Se não investirmos em pesquisa e tecnologia seremos deixados para trás. Hoje para implantarmos uma lavoura de café, independente da variedade o custo é o mesmo, então precisamos avaliar quais estão mais adaptadas ao clima, solo e manejo da propriedade”, afirma.

O pesquisador da Embrapa Café, lotado na EPAMIG em Lavras,  André Dominghetti destaca o interesse gerado pelo projeto. “Percebemos que os produtores estavam ávidos pelos resultados. Um ponto muito importante foi a possibilidade de apresentar o desempenho dessas cultivares no ambiente produtivo. Não há como recomendar apenas uma cultivar para toda a extensão da Região do Cerrado Mineiro, pois dentro da região há variações de altitude, temperatura, pluviosidade, entre outros”, avalia.

O produtor André Bauer, da empresa Dimap, terceira colocada da categoria Cereja Descascado na última edição do prêmio Região do Cerrado Mineiro, com a variedade Catiguá MG 2, destaca a importância de se investir em tecnologia. “A evolução genética cafeeira está acontecendo e nós temos que acompanhar, não existe uma verdade absoluta, precisamos evoluir sempre. Este tipo de evento é fundamental para difundir conhecimento e agregar as pessoas interessadas na evolução da cafeicultura no Cerrado, mantendo sempre renovado o espírito da busca por tecnologia, produtividade e diminuição de custos”, diz.

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Projeto vai avaliar o comportamento das cultivares durante três safras – Foto Erasmo Pereira

O objetivo é que ao final do projeto seja elaborado uma guia de recomendação de variedades adaptadas ao Cerrado Mineiro. O coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundaccer, João Paulo Felicori Carvalho explica que os resultados devem ser considerados a longo prazo. “Temos dados interessantes em mãos, mas vale lembrar que são dados apenas da primeira colheita, recomendo que o produtor tome sua decisão em função de mais dados de produção (pelo menos 2 biênios), com isso ele será mais assertivo na escolha. Ao final do projeto, teremos uma base dados que poderemos utilizar para construir um guia de recomendação das cultivares testadas”, conclui.

O projeto segue até 2022 e todos os anos novas rodadas de Dia de Campo serão realizadas.

A iniciativa, parceria entre a EPAMIG, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado e a Fundaccer,  conta com o apoio do CNPq, do Consórcio Pesquisa Café, do INCT Café e da Emater – MG. A Rodada Integra Cerrado Mineiro contou com o apoio das Cooperativas e Associações filiadas à Federação dos Cafeicultores do Cerrado, do Sebrae- MG e o patrocínio da Case IH, UPL e Lallemand.

* Texto: Coordenação de Comunicação e Marketing da Federação Cerrado Mineiro, com adaptações.

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