INTERCÂMBIOS AGROECOLÓGICOS REALIZAM DIÁLOGOS DE PESQUISA EM COMUNIDADES DA ZONA DA MATA

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(Viçosa, 29.04.2019) – A caravana do projeto de popularização do conhecimento técnico, científico e tradicional de práticas agroecológicas esteve em três comunidades da região da Zona da Mata, realizando o Intercâmbio Agroecologia. A atividade promoveu a interação entre o saber formal dos pesquisadores e o saber popular dos agricultores e, de acordo com as necessidades de cada grupo, a dinâmica foi conduzida.

O intercâmbio sobre milho criolo reuniu cerca de 80 agricultores na comunidade dos Viletes, no município de Divino, no dia 30 de março, e foi organizado pelo CTA e pela UFV. Os pesquisadores e bolsistas da EPAMIG realizaram uma estação de trabalho sobre inimigos naturais e pragas da cultura do milho e sobre plantas que beneficiam o controle biológico conservativo, exemplificando com fotos, insetos montados e alguns insetos vivos. “A receptividade foi muito boa, os agricultores estavam participativos e interessados no tema. Além disso, levamos mudas de erva-baleeira, uma planta já utilizada na medicina popular e que tem sido estudada para a atração de insetos benéficos”, explicam as doutorandas em Entomologia Mayara Franzin e Jéssica Botti, orientadas da coordenadora do projeto e também coordenadora do Programa Estadual de Pesquisa em Agroecologia da EPAMIG, Madelaine Venzon.

Esse mesmo tema foi discutido no dia 13 deste mês, à cerca de 50 agricultores e crianças do Assentamento Denis Gonçalves, em Goianá. Lá, as equipes da EPAMIG, CTA e UFV  realizaram uma dinâmica para que todos pudessem observar os insetos do local e receber alguns informes agropecuários sobre o tema.

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Pesquisadora Madelaine Venzon durante encontro em Araponga (MG)

No dia 17 foi a vez de 20 cafeicultores de Araponga receberem a visita da caravana no Sítio Pedra Redonda. No formato de um bate-papo, os pesquisadores abordaram a broca-do-café, considerada a principal praga do café na região, e ainda sobre manejo alternativo, enfatizando o controle biológico como solução agroecológica para o problema. A pesquisadora Waldênia de Melo Moura apresentou os resultados do projeto sobre racionalização da adubação em sistemas de base familiar para a produção de café. O projeto foi realizado de forma participativa com o agricultores da região e a devolução dos resultados marcou sua finalização.

O projeto Popularização do conhecimento técnico, científico e tradicional de práticas agroecológicas é financiado pelo CNPq e prevê diversas atividades em 24 municípios de todas as regiões de Minas Gerais. A ideia é abordar conteúdos e temas específicos de cada região, apresentando tecnologias que auxiliam nos processos da sustentabilidade e biodiversidade agrícola e da soberania e segurança alimentar a um público diversificado.

 

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