Encontro técnico discute pecuária de leite no Triângulo Sul

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(Uberaba, 22.12.2017) O 1° Encontro Técnico da Cadeia Produtiva do Leite, realizado no Sindicato dos Produtores Rurais (SRU), em Uberaba, reuniu cerca de 100 produtores, autoridades, profissionais e estudantes para discutir o desenvolvimento do setor de produção de leite no Triângulo Mineiro. O objetivo do evento, realizado na última semana, em parceria pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), Emater-MG, SRU e Prefeitura Municipal de Uberaba, foi discutir com produtores os problemas do segmento neste momento de crise. Além das palestras sobre perspectivas de mercado, queijo minas artesanal, legalização das agroindústrias familiares, inspeção municipal, gerenciamento de custos, os participantes puderam conhecer experiências bem sucedidas.

O pesquisador da EPAMIG Djalma Ferreira Pelegrini falou sobre gerenciamento de custos na atividade de produção de leite. Foi apresentada uma metodologia simples para apoiar na gestão da propriedade de leite, de forma que se orienta o produtor a anotar quanto gastou e quanto recebeu em cada mês. Há quatro anos o pesquisador acompanha a gestão de propriedades no estado que utilizam a metodologia.

O estudo mostrou que uma parcela representativa dos produtores trabalha no vermelho e estavam empobrecendo. Segundo o estudo, cerca de 40% das propriedades estavam com as contas negativas, dentre outras razões, em função da ausência de gestão de custos.  “Fazer conta dá trabalho, porém faz toda diferença para sobreviver e lucrar na pecuária de leite. Identificamos que grande número de produtores não sabe quanto está gastando ou recebendo. Gerenciamento da propriedade leiteira não inclui apenas cuidar da pastagem, da saúde do rebanho, da reprodução, da técnica utilizada, mas também fazer a gestão econômica financeira”, afirma. Na opinião do pesquisador, existe um mínimo de produção de leite para o produtor ter lucratividade. “No estudo realizado em 2013, foi possível observar que a maioria das propriedades que produzia até 280 litros de leite por dia estava no prejuízo. Um total de 40% delas produzia abaixo de 150 litros de leite por dia”, informa.

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Caso bem sucedido é de um produtor familiar que implantou o gerenciamento de custos na atividade e conseguiu melhorar muito o seu negócio. Em 2013 ele produziu 76 mil litros e teve um pequeno lucro anual de 20 mil reais ou 1.200 reais por mês. Nos anos seguintes, o pecuarista aumentou a produção de leite na sua fazenda e alcançou uma margem líquida em torno de 40 mil reais por ano. Para Pelegrini, o mercado do leite é complexo e cada propriedade tem sua particularidade, mas com as contas nas mãos o produtor tem uma boa visão do seu negocio. “Mesmo que sejam dados de um mês atrás, esta informação será importante para o produtor não tomar decisões no escuro”, diz. Na metodologia sugerida, o custo operacional efetivo corresponde a soma dos gastos com alimentação do rebanho, sanidade, mão de obra, ordenha, inseminação artificial, energia, impostos fixos e despesas diversas. Já o custo operacional total é a soma do custo operacional efetivo com custos de mão de obra familiar e custos decorrentes de depreciação de máquinas, equipamentos, instalações e rebanho. Tais custos podem ser estimados periodicamente.

A cartilha Gerenciamento de Custos na Atividade Leiteira está disponível para download no site EPAMIG : https://goo.gl/CpgpN5 .

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