Pesquisas em trigo serão apresentadas em Iraí de Minas

Dia de Campo “Trigo irrigado: alternativa para o cerrado” será nesta quinta, 10, em Iraí de Minas. Foto: Divulgação

O pesquisador da EPAMIG Maurício Coelho realizará a palestra “Brusone do trigo” durante o dia de campo “Trigo irrigado: alternativa para o cerrado”, no dia 10 de agosto, em Iraí de Minas. Ele apresentará resultados da pesquisa para o controle da doença do trigo, denominada brusone, que pode acabar com uma lavoura inteira.

De acordo com o pesquisador, as altas temperaturas associadas à alta umidade na folha do trigo são fatores favoráveis ao desenvolvimento da doença. Uma alternativa, segundo ele, é trabalhar com seleção de materiais tolerantes à seca e fazer o plantio no final do período das chuvas, a partir de meados de março, quando as temperaturas já estão mais baixas, fator climático que desfavorece o fungo causador da doença. Outra opção, caso o plantio tenha que ocorrer mais cedo, é trabalhar com material tolerante à doença.

Pesquisador Maurício Coelho com produtor, durante visita técnica a lavoura de trigo na região. Foto: Divulgação

A cultura do trigo avança no Alto Paranaíba, Triângulo Mineiro e Noroeste de Minas. Para dar suporte técnico aos triticultores, experimentos de vários projetos de pesquisa, que visam o desenvolvimento de cultivares de trigo sequeiro para o Cerrado, estão sendo conduzidos no Campo Experimental Sertãozinho de Patos de Minas, pela EPAMIG em parceria com a Embrapa Trigo.

A EPAMIG já lançou no mercado a cultivar Brilhante. Além de cultivares mais produtivas, os pesquisadores querem identificar as mais tolerantes às doenças e resistentes à seca. “Atualmente, diversas linhagens estão sendo avaliadas nas fases finais do desenvolvimento de novas cultivares, pela empresa e pela Embrapa, visando maior tolerância à seca e à brusone”, informa o pesquisador.

O avanço das pesquisas também demonstra que a rotação com esta cultura traz não só vantagens diretas obtidas com a venda do grão, mas também possibilita vantagens indiretas por meio da palha residual do trigo. “O custo de produção da cultura de verão diminui, pois normalmente não há necessidade de aplicar herbicida dessecante para implantação e ocorrerá redução com aplicação de fungicidas para controlar doenças”, explica Coelho. Ele acrescenta ainda que isso ocorre porque a palha residual do trigo na lavoura, é bem resistente e demora a se decompor, proporcionando manutenção da umidade por um período mais prolongado, reduz o potencial de multiplicação de algumas doenças das culturas de verão e promove proteção do solo formando uma barreira física que impede a germinação de sementes das plantas invasoras.

O dia de campo será na fazenda Nova Querência a partir das 14:30. Haverá, ainda, palestras sobre novas cultivares da Embrapa, qualidade e comercialização do trigo.

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