EPAMIG debate Pecuária Leiteira durante a 10ª SIT

Dia de campo reuniu produtores, técnicos e estudantes para orientações sobre pecuária leiteira no Campo Experimental da EPAMIG em Prudente de Morais. Foto: Erasmo Pereira

(Belo Horizonte – 26.5.2017) A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG, integrou a programação da 10ª Semana de Integração Tecnológica, encerrada nesta sexta-feira (26), em Sete Lagoas, com palestras, minicursos e atividades em campo.

Na quinta-feira 25 de maio, o evento, que abordou como tema central Manejo do solo e da água para a redução de riscos e aumento da rentabilidade”, teve um dia dedicado à pecuária leiteira. O “Encontro Regional sobre Pecuária Leiteira: a reprodução animal em perspectiva” reuniu pesquisadores, extensionistas, estudantes e produtores rurais em discussões sobre reprodução, manejo e alimentação de vacas e bezerros nos períodos de gestão, pós-parto e lactação.

As atividades foram divididas entre painéis de discussão sobre os temas reprodução, incluindo controle e prevenção da brucelose e reprodução assistida, e manejo de vacas leiteiras em período de lactação e transição, e o dia de campo sobre Pecuária Leiteira realizado no Campo Experimental Santa Rita da EPAMIG, em Prudente de Morais. Com cinco estações de campo, o evento também focou nos temas reprodução e nutrição.

O pesquisador da EPAMIG André Penido de Oliveira falou sobre “Doenças da Reprodução”. “O essencial é a prevenção. O produtor deve acompanhar todos os estágios, da gestação ao pós-parto da vaca de modo a identificar qualquer anormalidade e buscar ajuda no momento correto”, aconselhou. O acompanhamento do rebanho também foi abordado pelo pesquisador Marcos Brandão, que destacou a importância da escrituração zootécnica, prática que consiste no registro de ocorrências reprodutivas como parto, identificação da cria, inseminações e ocorrências produtivas como peso, produção de leite e duração da lactação.

A pesquisadora da EPAMIG Karina Toledo apresentou o tema “Importância da nutrição no desempenho reprodutivo de vacas leiteiras” e explicou que é preciso atenção aos diferentes períodos do ciclo reprodutivo. “O período de transição – que compreende três semanas entre o antes e pós-parto – tem que ser acompanhado com atenção, pois envolve várias mudanças fisiológicas e comportamentais, na vaca que está se preparando para o parto e a lactação. É preciso atentar-se aos níveis de cálcio e outros nutrientes e acrescentar à alimentação os suplementos necessários”, disse, ressaltando que a hipocalcemia, pode ser letal às vacas no pós-parto.

A professora da Universidade Federal de Minas Gerais Júlia Gomes Carvalho falou sobre o manejo do bezerro no pós-parto e destacou a importância da colostragem, mamada do colostro que deve ocorrer em até duas horas após e nascimento, e cura e desinfecção do umbigo. “É importante também atentar as condições de higiene do local onde ocorra o parto e os primeiros momentos da cria”, completou.

Durante o período da SIT, a EPAMIG organizou, também, palestras, cursos e minicursos sobre hortaliças não convencionais e plantas medicinais, manejo de resíduos na bovinocultura; pastejo rotacionado;  leguminosas; variedades de cana-de-açúcar e utilização na alimentação de bovinos; criação de bezerras leiteiras; produção de leites com vacas F1; e viabilidade econômica nos sistemas de recirculação de água na piscicultura.

O evento foi realizado em parceria por Embrapa Milho e Sorgo, EPAMIG, a Emater-MG e a Universidade Federal de São João del-Rei – Campus de Sete Lagoas.

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