Seminário de agroecologia e comunidades tradicionais será realizado em MG

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Seminário irá abordar resultados de pesquisas participativas que melhoraram produção de café orgânico em áreas íngremes na Zona da Mata Mineira. Foto Fernanda Fabrino

Núcleo de Agroecologia da EPAMIG promove debate sobre Pesquisa e Extensão para a Agricultura Familiar com foco em propostas de fomento à pesquisas no tema

(Viçosa, 05.12.2016) A formatação de um seminário para discutir agricultura familiar, agroecologia e povos e comunidades tradicionais em Minas Gerais é uma das propostas anunciadas no Debate Pesquisa e Extensão para a Agricultura Familiar promovido pelo Núcleo de Agroecologia da EPAMIG, na última semana, em Viçosa, Zona da Mata Mineira. A informação foi dada pelo diretor de Operações Técnicas da Empresa, Trazilbo José de Paula, que indicou a realização já para o primeiro semestre de 2017.

A coordenadora do Núcleo de Agroecologia da EPAMIG (NEA), pesquisadora e chefe do departamento de Transferência de Tecnologia da Empresa, Juliana Simões, ressalta a importância do tema com a lembrança da instituição do Programa Estadual de Pesquisa em Agroecologia da EPAMIG. “Por entender a relevância de tecnologias capazes de garantir qualidade de produção que a EPAMIG instituiu um programa para respaldar todas as pesquisas que se voltam e dão luz ao assunto. Essa já era uma demanda da extinta Subsecretaria de Agricultura Familiar, hoje Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário e do Conselho de Segurança Alimentar de Minas Gerais (CONSEA-MG)”, lembra. O escopo do Programa foi elaborado com subsídios de um grupo técnico consultivo, composto por diversos representantes de instituições governamentais e da sociedade civil.

De acordo com o pesquisador e membro do NEA, Djalma Ferreira Pelegrini, o seminário vem para atender uma reivindicação antiga de maior fomento aos temas discutidos no debate. “Nós temos resultados excelentes que comprovam a eficiência dos sistemas de produção com os preceitos e técnicas agroecológicas. E nós da EPAMIG temos que difundir ainda mais esses resultados para a sociedade”, aponta. A articulação para a organização do seminário é uma iniciativa da Associação Brasileira de Agroecologia – ABA, por meio de sua presidente, a professora da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Irene Cardoso, junto de representantes de diversas entidades governamentais e da sociedade civil integrantes do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRAF-MG). Junto da EPAMIG o grupo estruturou a proposta de seminário para a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), que foi aprovada e terá a Fundação como correalizadora.

O Debate, que reuniu cerca de 40 pessoas, contou com apresentações de contextualização, estratégias de criação de centros de agricultura alternativa; ensino, pesquisa e extensão e apresentação de metodologias de pesquisa da EPAMIG, do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM) e da Embrapa Clima Temperado. Foram apresentados e discutidos diversos resultados da aplicação dos conceitos e metodologias da agroecologia, agricultura alternativa e pesquisa participativa em Minas Gerais e no Brasil. Entre os participantes e palestrantes estavam diversos representantes da Emater-MG que, no trabalho participativo que é desenvolvido, têm o papel preponderante de levar os conhecimentos e tecnologias aos agricultores familiares.

Pesquisa participativa, produção otimizada

Na segunda parte do evento foi realizada uma visita técnica à propriedade do agricultor familiar Jésus Lopes, impulsionada por pesquisa participativa conduzida pelo pesquisador da EPAMIG Paulo César de Lima, falecido em fevereiro deste ano. O agricultor de Arapongas, município a cerca de 50 quilômetros de Viçosa, mostrou a área de cultivo de café orgânico em sua propriedade e contou que, atualmente, já exporta sua produção, por meio de uma cooperativa, com o preço da saca em torno de 50% acima do mercado.

Jésus indica que, graças aos trabalhos do pesquisador Paulo César de Lima, sua família pode plantar, cultivar e colher um café de alta qualidade, manter sua produção sustentável e proporcionar melhorias na qualidade de vida da família. A visita guiada conduziu um grupo de 20 pessoas pela área de cultivo de 1,3 hectare, bastante íngreme, onde estão plantados os 7 mil pés de café que rendem grãos de alta qualidade.

XII Congresso da Sociedade

Em sequencia, em Belo Horizonte, foi realizada ainda uma reunião com participantes do debate que são também membros ativos da Sociedade Brasileira de Sistemas de Produção (SBSP), com apontamentos para troca de gestão. O atual presidente, o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Lírio Reichert, passará o posto ao pesquisador da EPAMIG, Djalma Ferreira Pelegrini. De acordo com o estatuto da SBSP “Congresso da Sociedade”, que é bienal, deve ser realizado no estado de origem do presidente e, neste caso, já está sendo preparada sua realização para 2018 em Viçosa (MG). “A região já conta com diversas experiências de sucesso no tema, por isso escolhemos a cidade para sediar a 12ª edição do congresso”, indica Djalma

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